O rotativo é o crédito que o banco dá quando você paga menos que o total da fatura. O que fica para trás vira uma dívida com juros altíssimos, que cresce rápido se não for resolvida.
Como o rotativo funciona hoje
- Pagando só o mínimo ou um valor parcial, o restante entra no rotativo.
- O rotativo só pode durar até a próxima fatura: depois disso, o saldo precisa ser pago ou parcelado, normalmente com juros menores que os do rotativo.
- Desde janeiro de 2024, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar de 100% do valor original da dívida (regra criada pela lei do Desenrola, a Lei 14.690/2023). Uma dívida de R$ 1.000 pode chegar, no máximo, a R$ 2.000.
Mesmo com o teto, a dívida pode dobrar. Por isso, quanto antes sair, melhor.
Um plano em 4 passos
- Pare de usar o cartão que está no rotativo até zerar a dívida.
- Compare o parcelamento da fatura com um empréstimo pessoal ou consignado: muitas vezes os juros do empréstimo são bem menores. Olhe sempre o CET.
- Monte o mês que vem com o que já está comprometido e veja quanto sobra de verdade para a parcela da dívida.
- Crie uma reserva, mesmo pequena, para que o próximo imprevisto não volte para o cartão.
Se o banco não respeitar o teto
Peça ao banco, por escrito, o cálculo dos juros cobrados. Se não resolver, registre reclamação no Procon ou no consumidor.gov.br.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional.
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